Talvez muita gente não saiba, mas o Brasil é hoje o maior exportador de frango do mundo. E por trás desse frango que chega à mesa do brasileiro no almoço ou no jantar existe uma quantidade impressionante de tecnologia, principalmente no que diz respeito à sanidade animal, ou seja, à saúde dos frangos, galinhas e pintinhos.
Há algumas décadas, a vacinação dos pintinhos era um processo totalmente manual. Logo após o nascimento, cada ave era colocada em bandejas e recebia individualmente as vacinas necessárias, de forma semelhante ao que acontece com bebês recém-nascidos. Esse método, embora funcional, era lento, caro e gerava estresse considerável nos animais.
A grande revolução veio com uma tecnologia que parece saída de um filme: a vacinação em ovo. Aos dezoito dias e dezesseis horas de incubação, exatamente três dias antes do pintinho nascer, uma agulha extremamente fina perfura o topo da casca e vacina o animal ainda dentro do ovo. O resultado é uma proteção mais eficaz, um custo menor de produção, zero estresse no animal e um processo muito mais rápido. Tudo isso se traduz em comida mais barata na mesa do consumidor.
Foi essa inovação que ajudou a transformar o Brasil em uma verdadeira potência avícola mundial. Hoje, de cada três frangos comercializados no mercado internacional, um foi produzido em solo brasileiro. Um motivo legítimo de orgulho para o país e uma prova de como tecnologia e agronegócio andam lado a lado na construção da segurança alimentar global.
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