Na semana passada, o Brasil sediou pela primeira vez uma reunião do Global Farmer Networks, organização que reúne agricultores de mais de 70 países ao redor do mundo. O encontro foi uma oportunidade única de mostrar aos produtores estrangeiros como o agronegócio brasileiro vem produzindo alimentos em escala global, e o resultado foi surpreendente até para quem está acostumado com a realidade do país.
Existe uma frase que diz que, na vida, muitas vezes ficamos reclamando do que nos falta e esquecemos daquilo que já temos. Foi exatamente essa a sensação durante a visita. Em uma parada simples em um posto de gasolina, os agricultores ficaram impressionados com algo que para o brasileiro virou rotina: a tecnologia Flex. Hoje, mais de 80% dos carros novos vendidos no Brasil saem da fábrica com essa tecnologia, que permite ao motorista escolher na hora do abastecimento entre etanol puro, gasolina pura ou qualquer mistura entre os dois.
Essa liberdade de escolha no posto de combustível, algo que parece banal por aqui, simplesmente não existe em nenhum outro país do mundo. Para os visitantes estrangeiros, foi uma descoberta impressionante. O Brasil possui o maior programa de biocombustíveis do planeta, com o etanol e o biodiesel, somado a uma frota nacional preparada para escolher entre combustíveis mais limpos ou mais baratos. Uma vantagem competitiva que, muitas vezes, o próprio brasileiro deixa de reconhecer.
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