Nem todos sabem, mas o Brasil tem em seu subsolo uma das maiores reservas mundiais de terras raras, minerais críticos que são essenciais para a fabricação de tecnologias de ponta. Mesmo com esse potencial, o país segue desperdiçando a oportunidade de explorar esse recurso estratégico, repetindo o mesmo padrão histórico de subaproveitamento que já vimos com nossas hidrovias e ferrovias.
Para dar dimensão do quanto essa riqueza vale, basta um exemplo: um único caça F-35, presente nos conflitos atuais do Oriente Médio, utiliza sozinho cerca de 427 quilos de terras raras na sua composição. Quase meia tonelada em um único equipamento militar. Multiplique isso pela demanda global crescente por celulares, carros elétricos, turbinas eólicas e armamentos, e fica claro o tamanho do mercado que o Brasil está deixando escapar.
Mais do que perder o bonde da história, o Brasil está perdendo o jato da história. Somos um país extremamente rico em recursos, mas muito pobre em decisões.
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