Muitas coisas afetam o preço da gasolina — conflitos internacionais, câmbio, custo do refino. Mas há um fator que pouca gente discute: a tributação. O Brasil é um dos países que mais tributa os combustíveis. Cada vez que você enche o tanque do carro ou da moto, cerca de 45% do que você paga vai para impostos. E imposto, convenhamos, não enche tanque nenhum.
Mas quero falar de uma ideia simples, concreta e já testada em outros países para baratear a gasolina: o autoatendimento nos postos.
Quem já visitou os Estados Unidos ou assistiu a filmes americanos conhece bem aquela cena: a pessoa para o carro, desce, pega a bomba e abastece ela mesma. Parece banal. Aqui no Brasil, porém, isso é proibido desde o ano 2000.
Pense comigo: a terceira maior despesa de um posto de combustível é com mão de obra. Se o autoatendimento fosse permitido, essa despesa cairia — e parte dessa economia poderia chegar ao consumidor na forma de gasolina mais barata.
E o melhor de tudo: não estou falando em acabar com o frentista. Estou falando em liberdade de escolha. Quem quiser abastecer o próprio carro e pagar menos, poderia fazê-lo. Quem preferir o atendimento tradicional, continuaria tendo essa opção. O problema não é um modelo ou outro — o problema é quando não temos escolha.
É na liberdade de escolha que as boas soluções aparecem. E nesse caso, a escolha poderia significar uma gasolina mais barata no seu bolso.
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