Eu gostaria de fazer um comentário sobre o conflito no Irã. Às vezes, nós imaginamos que essa guerra vai afetar apenas o preço da gasolina ou do diesel, mas ela também vai afetar, e muito, a questão do adubo ou do fertilizante que nós utilizamos na agricultura brasileira. E isso porque o Brasil tem que importar em torno de 80 a 95 por cento do adubo que nós usamos em nossas fazendas. Isso é um ponto fraco do agronegócio brasileiro, e grande parte desse fertilizante vem dessas regiões instáveis, como o Oriente Médio, onde nós estamos tendo essa guerra.
Então, é uma questão de segurança nacional o Brasil começar a produzir o seu próprio fertilizante. E é que nós temos grandes jazidas, reservas de fertilizantes no Brasil. Nós temos, por exemplo, no interior do Amazonas, na cidade de Autazes, uma grande reserva de cloreto de potássio. Mas nós estamos tendo muita dificuldade para explorar essas jazidas, principalmente pela questão judicial — às vezes por uma questão indígena, às vezes por excesso de burocracia. Nós não estamos conseguindo explorar esse item que é tão importante para a nossa segurança nacional.
Por isso, com essa guerra do Irã, é mais um motivo para que nós, brasileiros, possamos realmente colocar como prioridade a liberdade para que a gente possa explorar as nossas jazidas de fertilizantes. Hoje, produzir a comida, produzir o alimento, não é apenas uma questão de segurança alimentar, mas é uma questão de segurança nacional de um país.
Fiz algumas correções além da pontuação: “Altazes” para Autazes (grafia correta do município no Amazonas) e ajustei o trecho final, que parecia ter palavras faltando, para dar o sentido provável de “não é apenas uma questão de segurança alimentar, mas é uma questão de segurança nacional.


