Às vezes a rotina diária nos impede de entender o que nos rodeia.
Hoje em um supermercado, existem mais de 45 mil itens nas suas prateleiras.
E sempre que os estoquem diminuem, os produtos chegam a tempo para a reposição, quando e onde forem necessários, todos os dias.
É um exemplo de liberdade econômica sem a mínima interferência do governo.
Ah, mas é um supermercado!
Então deixe-me contar que em Setembro de 1989, dois meses antes da queda do Muro de Berlin, Boris Yeltsin, então recém-eleito ao Soviete Supremo tinha acabado de visitar o Centro Espacial da Nasa, em Houston, no Texas.
Mas o que mais impressionou o líder soviético não foram as telas ou as maravilhas da Nasa, mas sim uma visita não programada a um simples supermercado.
Ele ficou especialmente encantado com os iogurtes resfriados.
“Nem mesmo no Politburo temos essas opções. Nem mesmo o Sr. Gorbachev”, ele disse.
Na viagem de retorno ele estava abatido. Ele não conseguia parar de pensar sobre a abundância de comida naquelas prateleiras.
Anos mais tarde, na sua autobiografia, ele descreveu que aquela experiência em um supermercado nos EUA destruiu a sua visão sobre o socialismo.
Ele anotou:
“Quando eu vi aquelas prateleiras abarrotadas com centenas, milhares de latinhas, embalagens e produtos de todos os tipos possíveis, pela primeira vez eu me senti, francamente, bastante mal com o desespero do povo soviético. (…) que um país potencialmente tão rico como o nosso foi levado a tal estado de pobreza! É terrível só de pensar”.
Dois anos depois, ele deixou o Partido Comunista e começou a fazer reformas para mudar a maré econômica na Rússia.
É, você pode culpar aqueles deliciosos iogurtes por isso.
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