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O valor do trabalho

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“Como valores, todas as mercadorias são apenas medidas de tempo de trabalho realizado”.

O Capital, Karl Marx

Para todo o país eremita como a Coreia do Norte, o Estado sempre se coloca no lugar das associações civis e sufoca a iniciativa individual.

Mas o cruel é que a teoria marxista de valor ignora totalmente o fator do lado da demanda.

Para o marxismo o valor é sempre o tempo gasto por um trabalhador para produzir um determinado bem.

Esta ideologia não leva em conta que o fato do trabalho árduo ter sido empreendido não é garantia de que o resultado terá valor pela ótica do consumidor.

Uma fábrica de gelo construída no Alaska teria o mesmo valor que uma fábrica de gelo construída no mesmo tempo e pela mesma quantidade de trabalho no deserto do Saara.

E como patrão único da sociedade, o Estado se arvora como o único gerador de empregos e determina o que cada cidadão deve fazer.

Como estes trabalhadores que retiram neve de uma estrada com uma pá.

Se a criação de empregos pelo Estado significasse um país ótimo, a Coréia do Norte seria um estrondoso sucesso.

Na verdade, você não faz um grande país decidindo o que seus moradores irão produzir e de quem eles vão comprar o que, isto é, criando empregos que produzem bens menos valiosos.

É fácil criar empregos, como não ter uma maquina e decidir que a retirada da neve deve ser manual.  Mas isto está criando riqueza?

O progresso econômico não é a simples geração de empregos, mas entender que o trabalho cada vez mais deve mudar para funções menos penosas. 

Pior do que isto, quando o Estado decide o tipo de trabalho, pela falta de conhecimento adequado para uma imensa gama de tarefas, ele paralisa o crescimento, inibe a inovação e não promove a redução da pobreza.

Nosso maior desafio é descobrir onde estarão os empregos no futuro.

No caso da Coreia do Norte o Estado é incapaz de enfrentar este desafio e acaba condenando toda uma geração a serem eternos trabalhadores braçais.

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Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Médico veterinário, empresário do agronegócio e ex-Ministro da Agricultura do Brasil (1990–1992). Presidente do Grupo Cabrera, negócio familiar com mais de 100 anos de história, presente em dez estados brasileiros. Membro da Academia Brasileira de Agricultura e ex-Secretário da Agricultura de São Paulo. Presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil, cofundador da Associação Brasileira de Cristãos na Ciência (ABC²) e diretor da Sociedade Bíblica do Brasil. Defensor da liberdade econômica e comunicador digital através do canal Fé & Trabalho.

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